Sem Soneto, Sem Nada
Insuficiente, o copo não enche.
O humor não vibra.
A energia é fixa.
O sangue não sente.
É distante, nem sombra de antes.
É conexão de vitrine,
Elo tênue que só existe
Pela expectativa de ser abundante.
Mas falha, ilude e me frustro.
Culpa minha porque ainda busco
Aquela faísca que me alcança.
Mas é insuficiente e distante.
Talvez nem note quando da mesa eu levante,
Antes mesmo da primeira dança.
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